Assembleia define se funcionários de HU e HPSC paralisam

O Timoneiro noticiou, durante as últimas edições, o movimento de funcionários do Hospital Universitário (HU) e do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), ligados ao Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp). Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho e o pagamento de salários e benefícios em dia. De acordo com os trabalhadores, pagamentos têm atrasado nos últimos meses. Se situação se repetir, há possibilidade de greve.

Sindisaúde

Segundo o secretário geral do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul (Sindisaúde-RS), a direção do Gamp havia prometido contato com o sindicato até a quinta-feira, 23, para responder às demandas, mas isso não ocorreu. “Se não houver o pagamento, a assembleia do dia sete deve deliberar sobre a greve”. Jesien ainda ressalta o histórico de problemas em 2017 como motivação para uma paralisação: “Não é só pelo atraso de salários. Desde que o Gamp assumiu, existe constante atraso de passagens e de direitos trabalhistas. São várias questões com consequências preocupantes”, complementa.

Julio ainda confirma que na última quarta-feira, 29, houve contato entre o sindicato e a empresa: “O Arlindo (presidente do Sindisaúde) conversou nesta quarta com eles. Eles dizem q estão preocupados e que vão buscar uma solução”. O secretário geral ainda afirma que, desde o início do movimento de funcionários, houve perseguição aos mais identificados nas negociações e protestos. “Praticamente todos foram demitidos. Uma das colegas que faziam parte da comissão de negociação desde o início do ano foi demitida há duas semanas atrás”, finaliza.

Gamp

Diego Bastos, superintendente do Gamp, justifica que tanto o HU como o HPSC tem sofrido com atrasos de repasses oriundos do governo do Estado. “Os pagamentos estavam chegando ate dia 20 do mês subsequente”, explica Bastos. O superintendente ainda afirma que foram realizadas reuniões para encaminhar o pagamento do 13°, que será dividido em duas parcelas e para garantir o pagamento dos salários em dia. Bastos ainda comenta que nos últimos anos, quando havia outra empresa administrando os hospitais, já houve atraso no pagamento de salários. “Nosso interesse é pagar em dia. Os sindicatos estão sendo informados. Quando recebemos o recurso, a primeira coisa que faremos é encaminhar pra eles”, ressalta. Diego ainda confirma que o não há mais atrasos nos pagamentos de INSS e que o FGTS foi parcelado.

Bastos também foi questionado sobre a afirmação de funcionários que alegam perseguição por parte da empresa. De acordo com o superintendente, isso não ocorre na instituição, pelo menos desde sua chegada: “Assumi em setembro. Não posso afirmar nada disso. Tenho mantido sempre as portas abertas para o diálogo. Qualquer comissão vai ser bem recebida. não há nenhum tipo de represálias”, completa.

Assembleia

Os funcionários decidiram pela realização de assembleia com indicativo de greve no próximo dia sete de dezembro. O sindicato ressalta que os servidores irão paralisar os serviços de saúde em Canoas se o salário do próximo mês não for pago na data correta.