Candidatas do Psol expõem propostas

As candidatas do Psol Luciana Genro e Luciana Rocha visitaram o jornal Timoneiro, na última terça-feira, 2, para falar sobre as propostas e ideias que pretendem defender caso eleitas.

Diante de um contexto de polarização e de descrença com o setor político, Luciana Genro, que concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa, critica os governos passados e afirma que o momento requer ainda mais participação: “Os governos traíram seu compromisso de lutar pelo povo. Isso cria fenômenos como o de Bolsonaro. Nós somos fiéis aos nossos compromissos”. Para a agente da Guarda Municipal Luciana Rocha, que concorre à Câmara dos Deputados, o que gera essa circunstância é a crise econômica e a insegurança no país. Ela ainda propõe um tratamento mais humanitário dentro das polícias, com foco nas guardas municipais. “A guarda precisa ser melhorada, essa é a polícia do futuro”, afirma.

Crise das finanças

“Temos uma crise nas finanças públicas e esse problema não será resolvido ainda. Não com a projeção de segundo turno que temos”, defende Genro. Ela promete que, caso chegue à Assembleia, irá barrar projetos que tenham como objetivo impedir o desmonte de estatais. Também destacou a criação de grupos de trabalho com mulheres, negros, LBTGs, além de foco em segurança e educação.

Para Rocha, há uma relação espúria entre a dívida e o mercado financeiro. “O Estado está entregue aos financistas. Precisamos reestatizar tudo. Temos que ter mais controle dos serviços públicos. Isso previne a corrupção e melhora o atendimento”. Além disso, defende que a dívida precisa ser auditada.

Representação

“As pessoas não se sentem representadas”, diz Luciana Genro. Para ela, o problema não é o número de partidos, mas sim a qualidade deles. Luciana ainda defende mais autonomia aos municípios, além de mais participação popular. Para Rocha, a atividade legislativa deve se tornar um exercício civil obrigatório, mediante sorteio e convocação. “Isso serve para acabar com os políticos profissionais”, afirma.