Chico Fraga se entrega à Polícia Federal

O ex-secretário de governo de Canoas, Francisco Fraga, se entregou à Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, 26. A Central de Execuções Penais da Justiça Federal, em Porto Alegre, já havia expedido mandado de prisão contra ele no dia 23 de abril. De acordo com informações do site GaúchaZH, Chico foi condenado em quatro ações penais pelo crime de lavagem de dinheiro e teve as penas unificadas, resultando em seis anos, onze meses e 10 dias de prisão, em regime inicial semiaberto. Ele foi secretário de governo da cidade entre os anos 2000 e 2008.

Operação Solidária

Em fevereiro de 2016, a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal (TRF4) julgou recursos de apelação criminal de 11 réus da Operação Solidária e manteve integralmente as sentenças condenatórias proferidas pela Justiça Federal de Porto Alegre. Chico Fraga teve confirmadas quatro condenações criminais. A Operação, que se baseou em grande parte em denúncias publicadas pelo jornal Timoneiro, descobriu uma organização criminosa comandada pelo ex-secretário que, entre os anos de 2000 e 2008, desviou verbas públicas por meio de fraude em procedimentos licitatórios de merenda escolar, obras públicas e do Programa de Saúde da Família do município de Canoas. Em outra condenação que está em fase de recurso, a Justiça Federal do RS (JFRS) condenou o ex-secretário por lavagem de dinheiro. neste caso, de acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), no período de 2000 a 2008, Fraga e mais envolvidos teriam ocultado e movimentado patrimônio, adquirido em nome do ex-secretário, com recursos provenientes de crimes contra a administração pública.

Outras ligações suspeitas

Em 2009, o jornal Timoneiro noticiou que o Ministério Público Federal investigava a ligação entre Chico Fraga, Marcos Ronchetti, Marco Alba e Eliseu Padilha. Em 2008, a reportagem embasou parte dos trabalhos da CPI do Detran que investigou fraude na autarquia estadual. A matéria informou sobre visitas e reuniões destes mesmos políticos na mansão de Chico Fraga em Tramandaí, no Marina Park Residence – que também teve seu administrador denunciado no mesmo inquérito, além de corretores de imóveis de Tramandaí e Imbé e empresário e pessoas ligadas às empresas Magna Engenharia, MAC Engenharia e Equipe Cooperativa, prestadoras de serviço na administração canoense.