Compostagem doméstica visa resignificar o lixo orgânico

Simone Dutra

A equipe de reportagem do jornal Timoneiro visitou o ambientalista Walter Kuhne Junior em sua casa, no bairro Fátima, para acompanhar como é realizado o processo de compostagem doméstica. Walter também é autor do projeto ambiental Compostas Canoas, que tem por objetivo apresentar a proposta de composteiras para a população de forma educativa. “É uma forma de reduzir o lixo orgânico nos aterros sanitários, pois se trata de material nobre, não é misturado com demais lixos, como papel higiênico sujo, etc.”, explica o ambientalista.

Como funciona

Walter trabalha em cima de uma lógica de composteiras em baldes, nas quais são aproveitados restos de alimentos, em contato com minhocas que aceleram o processo de compostagem, tendo como resultado adubos orgânicos em estados sólido e líquido.

São depositados dentro dos baldes estes restos que geram dois produtos finais: o húmus, que é a implicação da decomposição e, por meio da produção de chorume, um líquido biofertilizante, que também pode ser utilizado nas plantas e hortas.

No sistema, os baldes são organizados um em cima do outro, sendo eles furados nas suas laterais e na parte de baixo, com intuito de que o líquido residual da decomposição escorra até a base, onde existe uma tela fina que faz a filtragem.

Composteiras Sociais

O Composteiras Sociais é um projeto de compostagem a céu aberto e que já foi implementado no Parque da Figueira. A ideia de Walter agora é levar a ideia para dentro do bairro Fátima. O projeto visa também abrir debate através de palestras para grupos, escolas e empresas, para que a comunidade possa conhecer e entender as composteiras como um avanço na maneira de tratar o lixo doméstico. Para isso, Walter afirma que está aberto a parcerias. Contato pelo telefone: 51- 9918.39719, ou pelo Twitter: @kuhnejunior.