Desfile Farroupilha mobiliza 500 cavalarianos nas ruas

Na manhã de quinta-feira, 20 de setembro, cerca de 500 cavalarianos, de 49 entidades tradicionalistas de Canoas, marcaram presença no Desfile Farroupilha, que celebra o orgulho pela cultura campeira. O trajeto, que começou às 10 horas na Avenida das Canoas, foi até o Parque Eduardo Gomes, onde os participantes foram recebidos por autoridades do Executivo, Legislativo e de associações culturais.

Desde as primeiras horas da manhã do feriado Farroupilha, peões e prendas já se movimentavam pelas ruas da cidade montados em seus cavalos, em seus mais refinados trajes. Nem mesmo o calor foi empecilho, pelos locais em que a cavalgada passou, foi possível ver a admiração que os cidadãos de Canoas têm pela tradição, já que as calçadas ficaram lotadas de expectadores.

Empunhando cuias de chimarrão, muitos deles com roupas típicas, acenavam para os cavalarianos, tiravam fotos e saudavam os cavalarianos. Além do desfile Campeiro, também ocorreu o Desfile Temático, que neste ano teve como tema “Farroupilhas: Idealistas, Revolucionários e Fazedores de História”, dezenas de caminhões participaram, trazendo para o evento nomes de personalidades importantes do Rio Grande do Sul.

Herança gaúcha

Pessoas de todas as idades mostraram o orgulho de suas raízes e protagonizaram um espetáculo familiar. Sobre os arreios, percorreram a cidade desde crianças que ainda estão dando os primeiros passos até idosos.
Ao final do desfile, os cavalarianos foram recebidos no Parque Eduardo Gomes. Em sua saudação, o secretário da Cultura e do Turismo de Canoas, Mauri Grando, agradeceu os participantes. “Quero dizer meu muito obrigado e dar os parabéns a todos vocês que participaram deste ato em homenagem à cultura gaúcha. Canoas é uma cidade que vive o ano inteiro essa paixão e isso nos enche de orgulho”, destacou o secretário.

Rodeios, laçadas e gineteadas

No domingo, 17, o dia foi como uma típica invernada, movimentado por rodeios, laçadas e gineteadas. “Tudo isso representa a vida e a lida campeira. É como se trouxéssemos o campo para cidade”, comenta o presidente da Associação das Entidades Tradicionalistas de Canoas (AETC), que prefere ser chamado apenas de Juca. Pelo parque, pilchas e vestidos formavam quase uma caravana em direção à Área Campeira, que de longe ecoava a narração das provas de laço.

Em volta do brete de madeira, centenas de pessoas – muitas com o chimarrão em punho – foram se aglomerando ao entardecer: era a final da Laço Dupla, que recebeu 250 inscrições. “Esta prova conta com dois laçadores. Se o primeiro acertar os chifres do novilho, o segundo não precisa entrar”, explica Juca, que comemora a realização do Laço Índio nesta Semana Farroupilha.

“Há mais de dez anos que essa prova não é feita em Canoas. Nela, o laçador vai montado direto no pelo do cavalo, sem nenhum arreio. É muito mais difícil e são muitos os tombos”, brinca o dirigente.