Dia Municipal do Autismo tem audiência pública na Câmara

SIMONE DUTRA*

Na tarde de segunda-feira, 2 de abril, data em que se comemora o Dia Municipal do Autismo e Dia Mundial de Conscientização Sobre o Autismo, foram promovidas atividades, através da Diretoria da Pessoa com Deficiência da Prefeitura de Canoas, na cidade. Materiais educativos foram distribuídos no Centro durante toda a manhã, e, à tarde, uma audiência pública na Câmara de Vereadores, proposta pelo vereador Alexandre Gonçalves (PPS). O presidente da Câmara discutiu, juntamente com profissionais ligados à educação e saúde de Canoas, alunos e membros da comunidade, as principais necessidades das famílias que buscam atendimento no município.

O vereador Alexandre Gonçalves, que foi criador do Dia Municipal do Autismo e mais oito projetos relativos ao tema, dentre eles o da Carteirinha de identificação, conversou com a equipe do Timoneiro: “Queremos ser mais pontuais, pois queremos facilitar a vida destas pessoas e tem aí um sonho de talvez um dia criar um instituto somente para atender aos autistas; e sair com algo concreto, pois geralmente estes momentos são para felicitações e não é disso que precisamos”, disse Alexandre.

Integraram a mesa a gestora do Instituto Pestalozzi, Edna Alegro; a diretora de Educação Inclusiva da Secretaria Municipal da Educação, Renata Flores; a presidente do Comdip, Kelly Oliveira; o vereador Alexandre Gonçalves; a diretora da E. E. Especial Brigadeiro Ney Gomes da Silva, Maria das Graças P. Lima; o comandante do 15º BPM, Valdeci dos Santos; o diretor da Diretoria da Pessoa com Deficiência de Canoas, Jair Silveira e a secretária municipal da Saúde, Rosa Maria Groenwald.

Família da Soldado Rafella relata luta constante

Nossa equipe de reportagem ouviu, também, Ana Carolina Trindade, que é mãe da Rafella, de sete anos, e tem autismo. Ela contou que as dificuldades são muitas e que o SUS não fornece os remédios, sendo o tratamento 100% particular. “Precisamos desses remédios fornecidos pela Prefeitura, tratamento adequado, eco-terapia, prioridades para tratar nossos filhos. Hoje eu trato minha filha com ajuda de rifas, vakinhas, pois os valores são altos demais e não temos nenhuma ajuda do governo”, relatou. Quem quiser conhecer a sua história e ajudar Rafaela, pode acessar: Facebook @soldadorafaella.