Diretor da Corsan vai à Câmara para dar explicações sobre a água

O jornal Timoneiro destacou, na capa de sua última edição, as reclamações dos canoenses com relação à qualidade da água na cidade. Tais questionamentos, principalmente focados no serviço prestado pela Corsan, levaram os vereadores a cobrarem esclarecimentos da empresa. Na sessão da quinta-feira, 15, representantes da companhia estiveram no Legislativo para abordar o problema.

Segundo a empresa, as alterações nas características sensoriais da água, que apresenta odor e gosto de terra, devem-se à proliferação de algas no lago Guaíba. O diretor de Operações da Corsan, Eduardo Carvalho, alertou, no entanto, que não há prejuízo para a potabilidade. Ele também esclareceu que a companhia tem adotado as providências cabíveis para minimizar os efeitos sensoriais, com maior dosagem de carvão ativado à água na estação de tratamento.

A captação de água bruta é realizada no Arroio das Garças, localizado no município. A diminuição do nível do arroio, conforme as informações divulgadas, permitiu que a água do Guaíba entrasse em seu leito, misturando as águas.

Os técnicos avaliam que o pico de alteração tenha ocorrido entre domingo e segunda-feira, com base nas reclamações de consumidores, e que a tendência é de diminuição do problema desde então. Carvalho afirmou que a água segue atendendo a todos os parâmetros físicos, químicos e biológicos.

“O incômodo não retira a potabilidade da água e não representa riscos à saúde”, assegurou. O diretor acrescentou ainda que o problema é resultado de um processo natural e que cabe à Corsan agir para minimizá-lo.

Em suas intervenções, os vereadores destacaram a insatisfação dos munícipes e cobraram medidas preventivas. Os parlamentares também pediram para que a empresa amplie a comunicação com os consumidores para que situações como a registrada atualmente sejam esclarecidas imediatamente. O presidente da Câmara, vereador Alexandre Gonçalves (PPS), ressaltou que o Legislativo continuará monitorando a situação.