Diva Lima Vargas: Uma centenária em Canoas

SIMONE DUTRA*

Diva Lima Vargas nasceu em 26 de abril de 1918, em Porto Alegre, numa família de três irmãos. Na juventude, ajudava seu pai na antiga Loja Danilo, loja de calçados conhecida na época, na Rua Gen. Câmara. À frente do seu tempo, foi uma das raras mulheres a tirar carteira de motorista e ter seu próprio carro. Casou em 1957 com Orlando Vargas, com quem teve um filho, João Antônio Vargas, que, após ficar viúva, em 1992, foi seu grande companheiro de viagens pelo mundo.

Durante muitos anos, Diva fez parte do Lions Clube Canoas Industrial e, mesmo hoje, aos 100 anos de idade, tem a mente ativa – aprendeu a ler com quatro anos e, desde então, a leitura é o seu maior hobby -, e não perde nenhuma notícia, lê diariamente o jornal e assiste às transmissões das partidas de futebol pela televisão.

Hoje, caminhando devagar e com ajuda de um andador, as aventuras fora de casa são os passeios de cadeira de rodas pelo calçadão de Capão da Canoa. Ela também não abre mão de tomar uma caipirinha.

Ao lado do único filho, João Antônio Vargas, Diva conheceu mais de 29 países. Entre as viagens mais extravagantes, a entrada nas tumbas das pirâmides do Egito, o andar de camelo nos desertos da Tunísia e Marrocos, e safáris de dia e de noite nos parques da África do Sul, isso já aos 80 anos de idade.

Timoneiro: Como é chegar aos 100 anos de idade?
Diva: Com saúde é uma maravilha, vi e acompanhei as mudanças e a evolução do mundo, de como se tem que se atualizar e aceitar as coisas novas como elas são.
Timoneiro: O que mais gostou de fazer na vida?
Diva: Viver a vida! Conhecer o mundo foi um sonho. Todos os romances que eu lia quando menina se passavam em Paris, Londres, Istambul, etc, e acabei conhecendo esses lugares.
Timoneiro: E o que mais gostou na comemoração dos seus 100 anos?
Diva: Foi ver que os amigos estavam lá, reunidos pela amizade. Assim a gente vê como é importante ter amigos de verdade!