Dívida do Hospital Nossa Senhora das Graças chega aos R$ 120 milhões

Com uma dívida que cresce em torno de R$ 1,5 milhões ao mês, o Hospital Nossa Senhora das Graças encerrou 2017 com um passivo de R$ 120 milhões. O atual presidente da Associação Beneficente de Canoas (ABC), Osório Biazus, respondeu alguns questionamentos feitos pela reportagem do jornal Timoneiro, acerca do atual momento.

Biazus não concorda com as afirmações do executivo de que a ABC tem culpa pela atual situação do Graças, mas não dá detalhes sobre esse contexto. Ele afirma que a relação entre Prefeitura e ABC é boa, mas com “algumas divergências”. Sobre as reuniões com o MP, Osório admite que essa possa ser uma forma de encontrar uma solução, envolvendo outras entidades. Questionado se o Graças corre risco de fechar as portas, o presidente apenas resumiu que “é possível”.

Segundo Biazus, existem atrasos com relação a serviços de pessoas jurídicas que ainda se mantêm. Sobre a emergência do Graças, ele afirma que a situação é normal, mesmo com diversas reclamações na comunidade: “Está funcionando normalmente, com algumas restrições pontuais quando a lotação fica acima da capacidade”.

A situação crítica da instituição é pauta recorrente na cidade, com críticas inflamadas na Câmara de Vereadores e com ações do executivo junto ao Ministério Público (MP) para evitar a falência do hospital. “A solução deste problema, que se arrasta há anos, depende de ações exclusivamente da ABC. É dela a responsabilidade de manter o hospital em pleno funcionamento e manter a sanidade fiscal e administrativa”, afirma o prefeito Luiz Carlos Busato (PTB).