Economia Solidária de Canoas é referência no Estado

SIMONE DUTRA*

Na tarde da quarta-feira, 30, a reportagem do Timoneiro conversou com representantes do Economia Solidária, que é um movimento que produz e comercializa alimentos e artesanatos, em parceria com a Prefeitura Municipal de Canoas, que sede espaços para a realização dos trabalhos.

O Fórum Municipal da Economia Solidária de Canoas (Ecosol) tem hoje 48 grupos atuantes em três eventos do calendário da cidade, as feiras temáticas de Dia das Mães, Dia dos Pais e Natal, além dos convites da Prefeitura para atuação em feiras e a realização de seminários, palestras e capacitações.

Elas contam que muitas famílias são sustentadas pelos artefatos, que, segundo elas, trazem mais do que retorno financeiro, melhorando a autoestima de mulheres em depressão ou desacreditadas no mercado de trabalho.

O movimento é independente, embora tenha repasse federal, tendo representações em outras cidades. Canoas é referência em todo o Estado e foi o primeiro a organizar um regimento próprio, sendo exemplo de gerência até para outros países.

O Chá de Integração será no próximo domingo, 3, em comemoração ao Dia Municipal da Ecosol, na Liga Canoense (Av. A. J. Renner, 1111 – Estância Velha/Canoas), às 15hs, com valor de R$ 10,00. Doações de materiais recicláveis para artesanato podem ser entregues nas lojas da Estação Canoas da Trensurb ou na Praça da Bíblia (esquina da BR116 com Rua Tiradentes).

Reivindicações

Sandra Pires relata a insegurança do grupo pela incerteza nas datas das feiras. “Nós tivemos uma surpresa negativa no Natal passado pela redução drástica no número de dias para comercialização. De quinze dias, passou a ser apenas quatro, e o aviso veio um dia antes”. Sandra conta ainda que as experiências nos bairros não deram certo, e tampouco a mudança do local no Calçadão. “A secretaria tem que nos ouvir para saber o que julgamos mais eficaz, pois nós temos a experiência de muitos anos neste ramo, e não simplesmente determinar como devemos trabalhar”, finaliza.

Elas destacam, também, o desejo de maior autonomia na gestão, o estreitamento do diálogo com a Prefeitura, e, principalmente, o reconhecimento pela importância do trabalho desenvolvido e da geração de renda para o município.