Hospital Nossa Senhora das Graças corre o risco de fechar as portas

O Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG) passa por nova crise. De acordo com o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), os infectologistas da instituição não recebem salários há vários meses. Desta forma, os profissionais afirmam que se não receberem até o dia 11 de julho, encerrarão o contrato com a instituição. Tal cenário fecharia as portas do Gracinha, já que o serviço de infectologia é obrigatório de acordo a Portaria número 2616/1998 do Ministério da Saúde.

O sindicato sobe o tom com relação a atual direção do Graças: “Com uma gestão omissa, que parece ignorar os preceitos básicos da lei e das normas sanitárias, o Hospital Nossa Senhora das Graças de Canoas – conhecido como Gracinha – corre o risco de fechar”. De acordo com o diretor do Simers, André Gonzales, o hospital está vivendo um “momento crítico”.

“Até este momento, faltando apenas quatro dias úteis para o fim do prazo, nada foi feito pela gestão. Ou seja: a partir da próxima quarta-feira, o Gracinha não terá mais condições legais de atender à população de Canoas, caso essa situação persista”, diz o sindicato. A direção do Simers afirma que já comunicou o Conselho Regional de Medicina (Cremers) e também a Vigilância Sanitária sobre o risco de suspensão do funcionamento do Gracinha. Além disso, os conselhos de saúde municipal e estadual também serão oficiados.

Segundo André Gonzales, o hospital deve acertar os valores com os profissionais de forma urgente para manter a segurança dos serviços prestados. “A relação atual é preocupante e difícil. A direção do hospital não diz quando vai acertar com eles, não faz um cronograma e não se posiciona. Estamos preocupados com os pacientes. Não podemos deixar a população desassistida”, completa o diretor.

Atrasos frequentes

Em junho, o jornal Timoneiro destacou a paralisação do Corpo Clínico da instituição, também por falta de pagamento. Na ocasião, os profissionais paralisaram os atendimentos eletivos, ambulatórios, atendimentos clínicos e cirúrgicos. A situação, já regularizada, gerou manifestação da Prefeitura, que era cobrada por mais repasses financeiros ao Graças: “A atual administração da Prefeitura de Canoas lamenta a falta de gestão na instituição, problema histórico e já noticiado por vários veículos de imprensa e de conhecimento público”.

O que diz o Graças

Procurada pela reportagem, a direção do Graças afirmou, através de sua assessoria de imprensa, que “não sabe” do que se trata a situação e que oficialmente não recebeu nada sobre o assunto.