Incêndio consome o prédio da Villa Nenê

No dia 12 de dezembro, um incêndio consumiu a Villa Nenê, prédio tombado como patrimônio histórico do município desde 2009. As causas do incêndio ainda estão sendo apuradas, mas já foi divulgada a informação de que a casa estava sendo ocupada por moradores de rua, que a utilizavam também como depósito de diversos materiais e objetos.

A Prefeitura informou que é corresponsável pelo local, pois existe, desde o tombamento, emissão de termo de posse do imóvel, embora o mesmo seja ainda de propriedade privada. A administração municipal diz que historicamente a Villa Nenê enfrenta problemas de invasões por parte dos moradores de rua, mas lembra que a Guarda Municipal realiza periodicamente rondas. Após o incêndio o local já está lacrado novamente para evitar ocupação irregular.
A Secretaria da Cultura e do Turismo solicitou ao Escritório de Engenharia e Arquitetura um laudo técnico para saber o impacto causado pelo incêndio na parte estrutural.  Ainda de acordo com o Executivo, existe um projeto de restauração do espaço, mas a falta de apoio da iniciativa privada acaba barrando o andamento do projeto.

Memória

Conforme escritura de 5 de junho de 1925, Antônio Cândido da Silveira comprou um terreno na povoação de Canoas, então 4º Distrito de Gravataí, onde três anos depois construiu a “Villa Nenê”. O local recebeu esse nome em homenagem a segunda esposa do proprietário, Gomercinda Ignácio Silveira, conhecida por Nenê.

De acordo com os registros da Secretaria de Cultura, Antônio Cândido da Silveira, que construiu a Villa Nenê, foi um personagem importante na história do desenvolvimento de Canoas. Nasceu em 29 de outubro de 1887, e em 1907 transferiu-se para Canoas.  Foi suplente do juiz distrital do 4º Distrito de Gravataí, interventor no Estado, juiz distrital e fez parte da Comissão Pró-melhoramentos. Foi, ainda, um dos fundadores da Associação Comercial e Industrial de Canoas. Faleceu em 1962.