Metroplan questiona implantação do aeromóvel em Canoas

Projeto Aeromovel. Foto: reprodução/PMC

Projeto Aeromovel. Foto: reprodução/PMC

O superintendente da Metroplan, Pedro Bisch Neto, questionou na segunda-feira, 5, a implantação do sistema aeromóvel em Canoas já que, segundo ele, a Prefeitura não respondeu às solicitações técnicas, feitas no dia 25 de julho deste ano. A Metroplan informou que “está impossibilitada de aprovar o projeto de implantação”.

Isso, segundo Neto, não permite a avaliação do projeto de implantação do modal tipo aeromóvel, bem como o impacto nas linhas que compõe o Sistema Estadual de Transporte Metropolitano (SETM). Para a análise e aprovação, informou o órgão, seriam necessários os estudos e planejamento da viabilidade econômica e financeira, além do projeto de integração operacional e tarifária do Aeromóvel com o sistema existente, metro e rodoviário.

“Em consequência das ausências das informações e da não disponibilização dos estudos do projeto, a Metroplan fica impossibilitada de autorizar o projeto, até a sua regularização na forma da lei”, diz a nota enviada pela Fundação.

 

“As obras estão irregulares”, diz prefeito eleito

Luiz Carlos Busato (PTB), prefeito eleito de Canoas, afirmou que as obras do aeromóvel estão irregulares. Em nota enviada por sua assessoria, diz que já havia denunciado tais pontos. “Antes mesmo da campanha nós alertamos a população sobre inúmeros problemas em relação a implantação do aeromóvel. Além do mau negócio, com o empréstimo feito pela Prefeitura de R$ 272 milhões, que vão se tornar R$ 638 milhões para o canoense pagar ao longo de 30 anos para implantação de apenas 4,5 km, alertamos também da necessidade da autorização para essa integração, o que finalmente a Metroplan se pronuncia. Além da Metroplan também precisa ter autorização ambiental, pois até hoje só existe a Licença de Instalação, ou seja, as obras estão irregulares”, disse.

 

Itens solicitação para a aprovação do projeto, enviados em 25 de julho de 2016:

1) Cópia dos estudos de Concepção em relação ao mercado de transporte com os elementos que fundamentam o projeto, sob a ótica da Mobilidade Urbana;

2) Apresentação do Quadro de demandas e as respectivas justificadas par AA solução adotada e as relativas grades de horários decorrentes para o seu atendimento;

3) Estudos de viabilidade econômica e financeira da solução adotada e respectivo projeto, informado sobre a sustentabilidade do modal e a necessidade ou não de subsidio externo.Em caso positivo,indicar as fontes e garantias existentes ao longo do período previsto para a operação;.

4) Projeto de integração tarifária com o atual sistema em vigor no Município e nas eventuais integrações metropolitanas;

5) Projeto de integração operacional com as respectivas grades de horários e carregamentos projetados;

6) Adequação do sistema na de bilhetagem ao vigente na região metropolitana ( TEU);

7) Projeto de Impacto no atual Sistema de Transporte Coletivo, em vigor, e as medidas para mitigação de eventuais distorções, bem como cronograma para a sua implantação.