Militares do V Comar e da Brigada participarão do combate ao mosquito Aedes em Canoas

Beth e V Comer
Beth Colombo (PRB) se reuniu com o comandante do V Comar

Uma reunião entre a prefeita em exercício, Beth Colombo, e o comandante do Quinto Comando Aéreo Regional (V Comar), Major Brigadeiro Jeferson Domingues de Freitas, na quinta-feira, 4, na sede do V Comar, decidiu que haverá a participação de militares da Base Aérea de Canoas no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika vírus.

Segundo a Prefeitura, haverá uma ação de orientação, conscientização e prevenção conjunta de combate ao mosquito no município, no sábado, 13 de fevereiro. Serão 1.600 profissionais, sendo cerca de 400 agentes da Prefeitura, entre agentes de saúde, endemia e mobilização; 700 militares do V Comar; e 200 Policiais Militares, representada na reunião pela Capitã Ana Cláudia da Silveira Mazzali. Estiveram presentes na mesma o Chefe do Estado-Maior do V Comar, Coronel Aviador Omar, o Chefe da Sétima Seção do Estado-Maior e Coordenador de Logística da Ação, Coronel R1 Cerqueira, e o assessor de Relações Institucionais, Coronel Ref Uiarassú Litwinski.

Segundo o secretário municipal da Saúde, Marcelo Bósio, além de informar a população sobre a limpeza, cuidados de como evitar acúmulo de água, o acondicionamento adequado do lixo, a intenção é, também, controlar focos de proliferação, eliminando os criadouros do mosquito.

Até o dia que ocorrerá o mutirão, reuniões preparatórias serão realizadas para a condução dos trabalhos. Conforme informado pela Prefeitura, as 27 Unidades Básicas de Saúde (UBS) serão utilizadas como base para o desenvolvimento do trabalho neste dia. A prefeita Beth, que chegou a militar na Arena, partido dos militares, indo depois para o Partido Progressista e ingressando este ano no Partido Republicano Brasileiro para concorrer às eleições de 2016, agradeceu o apoio do efetivo do V Comar no combate ao Aedes Aegypti, e acredita que a ação trará resultados positivos para a cidade. “Vamos avançar muito, atingir mais locais, mais pessoas, levar a informações. Será um trabalho forte de prevenção em Canoas”, destacou Beth.

Todos os presentes destacaram que o envolvimento dos moradores será fundamental para que as equipes alcancem o objetivo de combate aos focos do mosquito, devendo permitir o acesso dos agentes aos imóveis e acatar as orientações prestadas por eles. Todos os agentes da Prefeitura estarão identificados com colete e crachá.

 

ONU recomenda aborto

A liberação do aborto nos países da América Latina que proíbem a prática foi uma recomendação do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira, 6. O anúncio foi feito em Genebra, na Suíça, como uma medida de urgência para o zika vírus, que está sendo ligado como a causa provável da microcefalia, o que torna o mosquito ainda mais perigoso perigoso para as gestantes. “Como podem pedir as mulheres que não engravidem sem oferecer a possibilidade de impedir a gravidez”, protestou a porta-voz da instituição, Cecile Pouilly.

O Ministério da Saúde ainda não se posicionou sobre o assunto. Para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), falar de aborto é algo descabido.

 

Transmissão por saliva, urina e no sexo

Segundo pesquisas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vinculado ao Ministério da Saúde do Brasil, divulgou a constatação da presença do zika vírus ativo, ou seja, com potencial de provocar a infecção, em amostras de saliva e urina dos pacientes.

Em nota, a Fundação informou que a evidência “não é suficiente para afirmar que a presença do vírus na saliva pode infectar outras pessoas. Serão necessários outros estudos para analisar, por exemplo, qual o tempo de sobrevivência do vírus Zika e, após passar pelos sucos gástricos, se tem capacidade de infectar as pessoas”, informou.

A recomendação dos estudiosos, neste momento, é de cautela e prevenção, com orientações conhecidas para outras doenças, como evitar compartilhar objetos de uso pessoal (escovas de dente e copos, por exemplo) e lavar as mãos.

Nos Estados Unidos da América (EUA), na quarta-feira, 3, foi confirmado o primeiro caso de transmissão do zika através de relações sexuais. A informação veio do serviço de saúde de Dallas, informando que a pessoa que levou o vírus até o país foi alguém trouxe a doença voltando da Venezuela.

 

 

O zika: Ministério da Saúde responde perguntas mais frequentes

 

O que é a febre por Vírus Zika?

É uma doença viral aguda, transmitida principalmente por mosquitos, tais como Aedes aegypti, caracterizada por exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia e dor de cabeça. Apresenta evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3-7 dias.

 

Qual a distribuição dessa doença?

O vírus Zika foi isolado pela primeira vez em primatas não humanos em Uganda, na floresta Zika em 1947, por esse motivo esta denominação. Entre 1951 a 2013, evidências sorológicas em humanos foram notificadas em países da África (Uganda, Tanzânia, Egito, República da África Central, Serra Leoa e Gabão), Ásia (Índia, Malásia, Filipinas, Tailândia, Vietnã e Indonésia) e Oceania (Micronésia e Polinésia Francesa).

Nas Américas, o Zika Vírus somente foi identificado na Ilha de Páscoa, território do Chile no oceano Pacífico, 3.500 km do continente no início de 2014.

O Zika Vírus é considerado endêmico no Leste e Oeste do continente Africano. Evidências sorológicas em humanos sugerem que a partir do ano de 1966 o vírus tenha se disseminado para o continente asiático.

Atualmente há registro de circulação esporádica na África (Nigéria, Tanzânia, Egito, África Central, Serra Leoa, Gabão, Senegal, Costa do Marfim, Camarões, Etiópia, Quénia, Somália e Burkina Faso) e Ásia (Malásia, Índia, Paquistão, Filipinas, Tailândia, Vietnã, Camboja, Índia, Indonésia) e Oceania (Micronésia, Polinésia Francesa, Nova Caledônia/França e Ilhas Cook).

Casos importados de Zika virus foram descritos no Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Austrália (12) Adicionar Ilha de Páscoa.

 

Como é transmitida?

O principal modo de transmissão descrito do vírus é por vetores. No entanto, está descrito na literatura científica, a ocorrência de transmissão ocupacional em laboratório de pesquisa, perinatal e sexual, além da possibilidade de transmissão transfusional.

 

Quais são os principais sinais e sintomas?

Segundo a literatura, mais de 80% das pessoas infectadas não desenvolvem manifestações clínicas, porém quando presentes são caracterizadas por exantema maculopapular pruriginoso, febre intermitente, hiperemia conjuntival não purulenta e sem prurido, artralgia, mialgia e dor de cabeça e menos frequentemente, edema, dor de garganta, tosse, vômitos e haematospermia. Apresenta evolução benigna e os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a artralgia pode persistir por aproximadamente um mês.

Recentemente, foi observada uma possível correlação entre a infecção ZIKAV e a ocorrência de síndrome de Guillain-Barré (SGB) em locais com circulação simultânea do vírus da dengue, porém não confirmada a correlação.

 

Qual o prognóstico?

Em suma, vem sendo considerada uma doença benigna, na qual nenhuma morte foi relatada e autolimitada, com os sinais e sintomas durando, em geral, de 3 a 7 dias. Não vê sendo descritas formas crônicas da doença.

 

Há tratamento ou vacina contra o Zika vírus?

Não existe O tratamento específico. O tratamento dos casos sintomáticos recomendado é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados. No entanto, é desaconselhável o uso ou indicação de ácido acetilsalicílico e outros drogas anti-inflamatórias em função do devido ao risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por síndrome hemorrágica como ocorre com outros flavivírus.

Não há vacina contra o Zika vírus.

A SVS/MS informa que mesmo após a identificação do Zika Vírus no país, há regiões com ocorrência de casos de dengue e chikungunya, que, por apresentarem quadro clínico semelhante, não permitem afirmar que os casos de síndrome exantemática identificados sejam relacionados exclusivamente a um único agente etiológico.

Assim, independentemente da confirmação das amostras para ZIKAV, é importante que os profissionais de saúde se mantenham atentos frente aos casos suspeitos de dengue nas unidades de saúde e adotem as recomendações para manejo clínico conforme o preconizado no protocolo vigente, na medida em que esse agravo apresenta elevado potencial de complicações e demanda medidas clínicas específicas, incluindo-se a classificação de risco, hidratação e monitoramento.

 

Como evitar e quais as medidas de prevenção e controle?

As medidas de prevenção e controle são semelhantes às da dengue e chikungunya. Não existem medidas de controle específicas direcionadas ao homem, uma vez que não se dispõe de nenhuma vacina ou drogas antivirais.

Prevenção domiciliar

Deve-se reduzir a densidade vetorial, por meio da eliminação da possibilidade de contato entre mosquitos e água armazenada em qualquer tipo de depósito, impedindo o acesso das fêmeas grávidas por intermédio do uso de telas/capas ou mantendo-se os reservatórios ou qualquer local que possa acumular água, totalmente cobertos. Em caso de alerta ou de elevado risco de transmissão, a proteção individual por meio do uso de repelentes deve ser implementada pelos habitantes.

Individualmente, pode-se utilizar roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia quando os mosquitos são mais ativos podem proporcionar alguma proteção contra as picadas dos mosquitos e podem ser adotadas principalmente durante surtos, além do uso repelentes na pele exposta ou nas roupas.

Prevenção na comunidade

Na comunidade deve-se basear nos métodos realizados para o controle da dengue, utilizando-se estratégias eficazes para reduzir a densidade de mosquitos vetores. Um programa de controle da dengue em pleno funcionamento irá reduzir a probabilidade de um ser humano virêmico servir como fonte de alimentação sanguínea, e de infecção para Ae. aegypti e Ae. albopictus, levando à transmissão secundária e a um possível estabelecimento do vírus nas Américas.

Os programas de controle da dengue para o Ae. aegypti, tradicionalmente, têm sido voltados para o controle de mosquitos imaturos, muitas vezes por meio de participação da comunidade em manejo ambiental e redução de criadouros.

Procedimentos de controle de vetores

As orientações da OMS e do Ministério da Saúde do Brasil para a dengue fornecem informações sobre os principais métodos de controle de vetores e devem ser consultadas para estabelecer ou melhorar programas existentes. O programa deve ser gerenciado por profissionais experientes, como biólogos com conhecimento em controle vetorial, para garantir que ele use recomendações de pesticidas atuais e eficazes, incorpore novos e adequados métodos de controle de vetores segundo a situação epidemiológica e inclua testes de resistência dos mosquitos aos inseticidas.

 

Como denunciar os focos do mosquito?

As ações de controle são semelhantes aos da dengue, portanto voltadas principalmente na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.

 

O que fazer se estiver com os sintomas de febre por Vírus Zika?

Procurar o serviço de saúde mais próximo para receber orientações.

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