Morre o jornalista Lourenço Graiz, aos 68 anos

Faleceu na última segunda-feira, 21 de maio, o diretor, jornalista, editor, fotógrafo e figura importante na história de Nova Santa Rita, o Sr. Manoel Lourenço Graiz, aos 68 anos. Ele foi fundador do o jornal De Fato, empresa marcante e atuante na cidade por mais de vinte anos. Recentemente, Lourenço morava em Santa Catarina, com uma das filhas. Ele deixa três filhas e três netas.

O professor e ex-colunista do jornal De Fato, Odegar Mendes, falou sobre o colega: “Passamos por vários problemas de ordem econômica, material e pessoal, mas o boicote sofrido pelo jornal por grupos que não conseguiram manipular a opinião do jornal foi fatal para o Lourenço, mas isso eu conto quando publicar meu livro”.

Enquanto diretor do jornal De Fato, Lourenço recebeu, no dia 25 de abril de 2017, homenagem da então vereadora Ieda Maria Bilhalva, do PRB de Nova Santa Rita, pela passagem do Dia do Jornalista. Na ocasião, pela impossibilidade do profissional ter participado na Câmara de Vereadores da distinção, a parlamentar fez a entrega do Diploma correspondente (foto).

Jorge Uequed, diretor do jornal Timoneiro, também comentou a trajetória de Graiz: “Foi um grande profissional da imprensa, responsável, consciente dos seus deveres. Durante o período em que esteve no Diário de Canoas, elevou o nome da cidade e de seu órgão. Quando passou para Nova Santa Rita, no seu pioneiro De Fato, soube exercer suas funções. Como pessoa, era um bom papo, agradável, intelectualmente bem formado e sempre disposto a um bom bate-papo. Perdi um bom amigo, que deixou marcas no jornalismo da região”.

Homenagem na Câmara

O jornalista foi citado em sessão na Câmara de Vereadores de Nova Santa Rita, na sessão de terça-feira, 22. Após, a presidenta do Legislativo Municipal, Ieda Maria de Ávila Bilhalva, falou ao Timoneiro: “O Lourenço, do Jornal De fato, sempre esteve à frente das notícias do nosso município, seu jornal se confundia com a história de Nova Santa Rita. Não querendo ser irrealista, ele também criticava o que, em sua visão, estava errado, seja no Executivo ou no Legislativo. Horas antes de sua morte, estávamos em tratativas para recuperar as fotos da Galeria de Vereadores e Presidentes, além de todos os atos de momentos importantes da Câmara, que se extinguiram com incêndio ocorrido em 2015. Fiquei muito triste e surpresa com sua morte. Enfim, precisaria de muitas páginas para descrever a falta que vai fazer e a importância de seu trabalho jornalístico para o município, mas espero que Deus o receba junto com os bons jornalistas que estão no outro lado da vida”.