Movimento Negro Republicano entrega o Troféu Consciência Negra

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Organizada pelo Movimento Negro Republicano Gaúcho (Monerg), a quarta edição do evento “Troféu Consciência Negra” será realizada no dia 21 de novembro, às 20h30min, na Liga Canoense de Futebol, na Av. AJ Renner, 1100. A solenidade de entrega do prêmio contará com atrações musicais como Serginho Moah, Banda Conexão Salve Jorge, Luciano BL e Luciara Batista. A entrada é franca, mediante doação de 1 kg de alimento que será revertido para instituições sociais da cidade.

Divulgação

A diretoria do Monerg visitou, na última semana, a redação de O Timoneiro para divulgar e dar detalhes sobre o evento. “Estamos indo para a quarta edição do Troféu. Serão homenageadas 30 pessoas este ano”, conta o presidente do movimento, Julio Freitas. Entre os lembrados, estão: Alceu Collares, Deise Nunes, Serginho Moah e Lumi. Julio conta que o prêmio visa destacar o trabalho de pessoas da comunidade que tenham trabalho relevante dentro do Movimento Negro. O histórico e o perfil de cada homenageado foi avaliado por uma comissão constituída por 14 pessoas. “A premiação não é uma questão de negritude”, explica Gerson Silva, vice-presidente do Monerg.

Ele explica que são premiadas pessoas que com trabalho na área, independente da cor da pele. “O trabalho é bem amplo. É ver o que a pessoa faz. A finalidade é que esses homenageados possam interagir durante o evento”, complementa Valter Freitas, segundo vice-presidente do grupo.

Novo

“É uma coisa que nunca existiu em Canoas, esse reconhecimento dessas pessoas” afirmam os membros da Monerg. “Nossa principal missão é valorizar a auto-estima do Negro, destaca Julio Freitas. O prêmio também resgata a memória de Pedro Adão Marcelino (Xirú).”Foi uma figura exponencial na cidade. Foi o presidente do primeiro clube negro na cidade e uma importante figura para a negritude”, comenta Julio.

Consciência

Nosso propósito é fazer um trabalho para que as próximas gerações mantenham o movimento negro, afirma Julio. “Nunca devemos esquecer nossa raiz, nossa antecedência. Se esquecermos disso, vamos ser lembrados da pior maneira”, afirma Valter Freitas. Ele conta que o grupo realiza palestras e ações para manter a cultura do grupo: “temos que manter a nossa bagagem cultural”, completa.