“O Novo é a única novidade no cenário político brasileiro”, diz Mateus Bandeira

O jornal Timoneiro continua com sua série de entrevistas com os pré-candidatos ao Palácio Piratini. Mateus Bandeira, postulante pelo partido Novo, visitou a sede do jornal, na terça-feira, 5, e falou sobre suas propostas de governo. Formado em Informática, Bandeira atuou no Ministério da Fazenda e Senado Federal, e em 2007 foi Diretor do Tesouro do RS. Em 2008, liderou a Secretaria Estadual do Planejamento e, em 2010, assumiu a presidência do Banrisul. Após, se dedicou a atuação na iniciativa privada.

Motivação

Antes de falar especificamente sobre os planos, bandeira justificou sua motivação para entrar na política: “Essa decisão não é fácil, não é simples. Eu sou um sujeito comum, pagador de impostos que cansou dessa carga tributária, dessa velha política irresponsável”. Mateus ainda afirma que o Estado não devolve os impostos recolhidos em bons serviços públicos, e que por isso há uma necessidade de mudança. “Nós do Novo nos unimos em torno de um projeto, que é de fato a única novidade no cenário político brasileiro”, diz o pré-candidato.

Crise financeira

De acordo com Mateus, o Estado teve uma deterioração financeira muito rápida a partir de 2011. “O problema começa lá atrás, com uma série de privilégios e regras que determinam o aumento de gastos, principalmente com a previdência”, aponta o pré-candidato. Ele ainda pondera que a questão não pode ser resolvida de uma hora para outra. Para isso, Bandeira defende uma série de medidas: “A agenda que o Novo defende é de menos intervenção estatal e mais livre iniciativa. Perdemos investimentos, empresas e empregos, devido a nossa falta de dinamismo. Temos um ambiente de insegurança pública e ambiente inóspito para investimentos, com alta burocracia estatal”. Mateus também defende o corte e congelamento de gastos públicos: “Os números são dramáticos. Temos um déficit anual muito grande. Temos que ter um regime de recuperação fiscal, se não o Estado será ingovernável”.

Segurança

“A segurança não pode esperar que se alcance o equilíbrio financeiro. Ela tem que acontecer já, por que o Estado se tornou incapaz de combater a criminalidade.”, afirma. O pré-candidato defende a construção de mais presídios e a reestruturação e aumento dos efetivos para incrementar o policiamento ostensivo.

Educação e Saúde

Em ambas áreas, Bandeira defende a redução da intervenção do Estado, através de parceiras com iniciativa privada. “Vamos transferir as matrículas que são de competência da rede municipal, no ensino fundamental, e melhorar a atuação no ensino médio, que é do Estado. Temos que elaborar planos de ação e gestão”. Bandeira destaca a criação de “escolas comunitárias”, onde será aberto processo público para que instituições façam a gestão, com repasses do governo. Também serão compradas vagas. Já na Saúde, Mateus defende uma reorganização de investimentos, gerindo a mesma quantidade de recursos. “Existe muita coisa para fazer com esse mesmo dinheiro. O Estado nunca fez um trabalho sério com licitações, por exemplo”, concluiu.