Ativistas denunciam agressão de deputado

Nelsinho Metalúrgico teria os insultado ao sair do plenário da Assembleia

 

Vetado pela Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (CCJ) na terça-feira, 28 de abril deste ano, o projeto de autoria da deputada Regina Becker Fortunati (PDT) virou polêmica em todo o Estado. A proposta da legisladora, conhecida por defender o direito animal, revoltou os líderes das religiões de matriz africana. Segundo ela, o sacrifício não se justifica “porque a humanidade cada vez se empenha mais na proteção dos animais e do ambiente”, fazendo referência a outros rituais instintos como a oferenda de virgens apunhaladas em altares.
A ativista Ana Paula Tassinari, presente no evento, relatou a equipe de O Timoneiro que, abraçado ao vereador Paulinho de Odé (PT), após manifestar-se pela inconstitucionalidade do projeto, o deputado petista Nelson Luiz da Silva, o Nelsinho Metalúrgico (PT), ex-vereador de Canoas, mesmo sem integrar a CCJ, dirigiu-se às cuidadoras chamando-as de ignorantes e argumentando que estes animais não eram “usados para nada”.
Lembra ainda que os que acompanhavam o vereador canoense a agrediram com palavras de baixo calão. Segundo ela, o deputado se dirigiu aos manifestantes dizendo que os mesmos são “ignorantes e desinformados”. A ativista relata que os integrantes de religiões africanas presentes no plenário fizeram uma corrente para tentar ingressar na Assembleia Legislativa (AL). Ana Paula Tassinari diz ter um bom relacionamento com religiosos, mas que isso não evitou os xingamentos de pessoas que usavam camisetas de Paulinho de Odé. Em certo ponto, Rodrigo Vieira, um amigo de Ana, precisou interferir para defendê-la, pois estes queriam pular a grade. Além disso, chamou o presidente da Afrobras que, segundo ela, disse não concordar com a postura dos religiosos.

Contraponto
Em nota, o deputado Nelsinho reiterou sua posição de respeito aos apoiadores da causa animal, os quais se fizeram presentes durante as reuniões da Comissão de Constituição e Justiça, que debateu o mérito do PL-21/2015. Ainda, refuta veementemente a acusação em relação à sessão do dia 28 de abril e ressalta que durante as discussões do Projeto de Lei, na referida Comissão, destacou a importância do debate democrático. O parlamentar se colocou à disposição para eventuais esclarecimentos e, em anexo à nota, enviou a gravação do Departamento de Taquigrafia da Assembleia Legislativa, que reitera sua opinião.
O Chefe de Gabinete do vereador Paulinho de Odé (PT), Matheus Machado, em entrevista pelo telefone, afirmou que a afirmação é mentirosa e não condiz com a verdade. Segundo ele, diversas pessoas estiveram lá, houveram diversas discussões, mas nenhuma pessoa foi ofendida por nenhum dos dois representantes do Legislativo. “Nenhuma pessoa do nosso movimento se envolveu em casos de agressão verbal ou física”, salientou. Pessoas que participavam da defesa de religiões de matriz africanas também relataram à equipe do vereador que se sentiram agredidas por parte dos defensores da causa animal.

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