Pais e professores cobram fim do impasse na Educação Infantil

O impasse na Educação Infantil de Canoas continua preocupando muita gente. Ainda sem respostas oficiais sobre o que irá ocorrer, e com a volta às aulas chegando no dia 31 de julho, um grupo de pais, professores e representantes da Associação Primeira Infância Melhor (Assocepim) resolveram protestar. Durante a tarde desta terça -feira, 25, aproximadamente 50 pessoas se reuniram em frente à sede da Secretaria de Educação, pedindo para falar com o secretário. Após pouco tempo de espera, representantes do grupo foram recebidos pelo secretário de Educação, José D´Avila.

Reivindicações

Assim que entrou em seu gabinete, D´Avila sentou e ouviu todas as reivindicações dos presentes, que se dividiam entre preocupações de pais, que até agora não sabem quem serão os professores de seus filhos após as férias, reclamações de funcionários da Assocepim, que não sabem se voltam ao trabalho no dia 31 e que ainda não tiveram os salários de junho pagos.

Pais

“Isso está muito estranho. Tem muitos pais que estão com dúvidas. O processo está errado”, avalia Edson Oliveira, que tem filhos matriculados na Escola Julieta Balestro, no bairro Igara. Marcia Schertenleib, mãe de gêmeas matriculadas na Escola Nilton Leal, também relata a preocupação dos pais: “Minhas filhas são apegadas às professoras. A maioria dos pais estão apavorados”.

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Professoras

Diversas professoras também reivindicaram respostas ao secretário. Aline de Freitas, Carla Stein, Priscila Sorti e Letícia Ferreira foram algumas das representantes de funcionários da Assocepim. O maior questionamento é referente ao contrato com a empresa, que encerrou no dia 19 de julho. “Não sabemos se vamos voltar ao trabalho”, disse uma das educadoras. As professoras ainda deixaram claro que são formadas na área de atuação e defenderam seu trabalho, “Estamos sendo julgadas como funcionárias ruins. Mas a verdade é que até fomos premiadas por dois anos seguidos na Escola Julieta”, afirmou outra professora.

Secretário

José D´Avila deixou claro desde o inicio de sua fala que a situação ainda está indefinida e que não teria uma reposta prática para os presentes. “Não sei o que vai acontecer. Não posso dizer como vai terminar esse processo”, afirmou o secretário de Educação. Mesmo assim, assumiu compromisso de que os pais não serão prejudicados, “Nossa preocupação é com as crianças, até o inicio das aulas vamos dar um jeito”.

Durante a reunião, todas as perguntas realizadas não podiam ser respondidas, sob alegação de que todo o processo, que tramita na Procuradoria Geral do Município (PGM), está em sigilo. O secretário apenas disse que a Secretaria recebeu denúncias com relação à Assocepim e que por isso foi aberta uma sindicância. “O processo está ocorrendo e a PGM está cuidando de tudo”, disse José. Em paralelo, de acordo com o secretário, já foi aberto um edital de pedido de orçamento para que uma nova empresa assuma o serviço. Novamente, a secretaria não pode informar mais detalhes sobre esse processo, mas afirmou que ainda não há uma empresa contratada.