Petroleiros protestam contra redução de postos de trabalho na Refap

O Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS), responsável pelos trabalhadores do Sistema Petrobras, realizou um Ato de protesto na última quarta-feira, 9 de agosto, em frente à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), na Avenida Getúlio Vargas, 11001. O motivo da mobilização, de acordo com o sindicato, é contra a “redução de efetivos, segurança, em defesa da vida e do meio ambiente”.

De acordo com o presidente do Sindipetro-RS, Fernando Maia da Costa, o movimento tem como maior preocupação a segurança dos trabalhadores: “Estamos brigando sim pelos postos de trabalho, mas principalmente pela segurança e a saúde dos trabalhadores, da comunidade no entorno e na defesa do meio ambiente, em caso de um desastre ambiental. Isso é um crime contra o patrimônio público, contra a Petrobrás.”

Ainda, segundo o Sindipetro, na sexta-feira, 4, aconteceram duas paradas de emergência na Refap, especificamente na Unidade 300 e Unidade 50. “São sinais do perigo iminente a que estão submetidos os trabalhadores e trabalhadoras, por conta do sucateamento e do desmonte do Sistema Petrobras”, diz o sindicato.

Greve

Desde o dia 10 de julho os petroleiros e as petroleiras estão realizando a greve com rendição controlada na Refap. Além das mobilizações, foram tomadas outras medidas, como ação na Justiça e audiências públicas nas Câmaras de Vereadores de Esteio e Canoas.

Câmara

A Câmara de Vereadores de Canoas realizou Grande Expediente, na sessão de terça-feira, 4 de julho, onde tratou sobre a redução no número de postos de trabalho na Refap. Autor do Grande Expediente, o vereador Ivo Fiorotti ressaltou que o espaço buscou dar conhecimento da situação aos vereadores e à sociedade, principalmente em relação aos riscos envolvendo as comunidades próximas à refinaria. O parlamentar também convidou o secretário especial da Defesa Civil de Canoas, coronel Rodolfo Pacheco, para acompanhar a explanação. Na ocasião, Pacheco lembrou que a cidade registra uma área de risco permanente e salientou que a redução de efetivo sempre compromete a questão da segurança.

O que diz a Petrobras

Em nota, a Petrobras informa que “suas refinarias e fábricas de fertilizantes operam normalmente, de acordo com os princípios de segurança, meio ambiente e saúde que norteiam as ações da companhia. Em relação aos postos de trabalho, a Petrobras iniciou em 2014 um estudo de Organização e Métodos de Trabalho (O&M), com o objetivo de reavaliar as rotinas operacionais de todas as unidades de refino e fertilizantes. A partir da medição dessas atividades foi possível dimensionar a quantidade ideal de postos de operação, para o funcionamento seguro, confiável e eficiente de suas plantas industriais.”