Presidente do Sindisaúde aponta problemas na cidade

A relação entre o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul (Sindisaúde-RS)  e o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp) continua estremecida, mesmo após indícios de estabilidade. É o que afirma o presidente do sindicato, Arlindo Ritter.

Segundo ele, a comunicação entre as entidades se deteriorou após mudanças na direção do Gamp. “O diálogo estava acontecendo, mas botaram outra pessoa e não conseguimos mais marcar reuniões. O último funcionário que estava resolvendo as coisas, foi demitido”, relata.

Arlindo ainda diz que os problemas já relatados desde o início das operações do Gamp na cidade voltaram. “Começou de novo o atraso de férias. Ainda não passaram os dados de FGTS, de cota patronal. Demitiram centenas de trabalhadores e não honraram os compromissos rescisórios. Muitas pessoas estão na justiça atrás disso. Isso é uma fraude”, destaca Ritter.

O sindicalista aponta que neste momento a mobilização passa pela Câmara de Vereadores da cidade: “Já fomos até a câmara para pressionar os vereadores. Queremos uma audiência pública para tratar o assunto. É muito complicada a situação da Saúde de Canoas. Depois, o Gamp vai embora, e o problema vai ficar”. O presidente do Sindisaúde ainda ponta que muitos profissionais reclamam e avisam que há falta de materiais de trabalho e de estrutura adequada.

Tomografia

A falta de estrutura ficou clara, na última semana, com reclamações da população com relação ao aparelho de tomografia do HPS, que não está funcionando. Os pacientes têm sido encaminhados ao HU para sanar a demanda.

O que diz o Gamp

Em nota o Grupo afirma: “O aparelho está em manutenção, no entanto, o Hospital de Pronto Socorro de Canoas informa que nenhum paciente deixa de ser atendido. Para manter o fluxo de assistência, o HPSC dispõe de transporte, equipe técnica e fornece todas as condições necessárias para que o paciente realize o exame no Hospital Universitário”.

O Gamp informa que a assessoria jurídica do grupo está em contato constante com o Sindisaúde RS, não havendo assim falta de comunicação entre o grupo e o sindicato. Na próxima segunda-feira, inclusive, já está agendada uma reunião entre o superintendente regional do grupo com o presidente do Sindisaúde. Sobre o pagamento aos direitos trabalhistas dos colaboradores demitidos, esclarece que o hospital tem receita oriunda do município, Estado e União. Neste momento, a dívida acumulada do Estado chega a R$ 28 milhões, o que pode ocasionar atrasos na quitação de débitos. Porém, o GAMP está sempre em tratativas com a esfera municipal com o intuito de diminuir ao máximo o impacto em relação aos problemas ocasionados pelo déficit financeiro. Por outro lado, reitera que a entrega dos vales transporte estão ocorrendo em dia e que não há falta de materiais e, muito menos, de estrutura de trabalho.