Protestos mobilizaram Centro da cidade no dia 28 de abril

ABERTURA

Sindicalistas realizaram manifestações durante a manhã desta sexta-feira, 28, em protesto contra as reformas do Governo Federal. Uma caminhada organizada pelo Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan), e apoiada por demais sindicatos, partiu da Praça do Avião, passou pelas ruas do centro, bloqueou por alguns minutos a BR -116 e culminou com um abraço simbólico ao prédio do Canoasprev. Mais de 600 pessoas participaram do ato.

Esta é a segunda vez em dois meses que o Sinprocan lidera uma grande manifestação nas ruas de Canoas. No dia 15 de março, protestando contra as mesmas reformas, mais de 1500 pessoas participaram da paralisação que tomou as ruas da cidade e que também realizou uma interrupção na BR-116. Assim como ocorreu na última semana, representantes de outras categorias também aderiram ao ato, que, naquela ocasião, teve dois momentos, com manifestações realizadas tanto durante a manhã, quanto durante a tarde.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), uma das principais organizações sindicais trabalhistas do país, tem papel importante na convocação da greve.”Dentre os ataques promovidos pelo governo golpista estão a terceirização sem limites, que já foi aprovado na Câmara Federal no dia 22 de março, as reformas trabalhista e da previdência”, informa a central, em nota.

Aprovação na Câmara

Antes da greve de sexta-feira, o Governo Federal conseguiu uma vitória na Câmara dos Deputados. Na quinta-feira, 27, após quase 14 horas de sessão, os parlamentares aprovaram, com 296 votos a favor (eram necessários pelo menos 257), a proposta de reforma trabalhista. Agora o texto segue para apreciação no Senado Federal. Após a aprovação do texto-base, o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, afirmou em pronunciamento que a nova legislação, se aprovada pelo Senado, “permitirá garantir os direitos dos trabalhadores previstos na Constituição Federal e impulsionar a criação de empregos no país”.