Ranolfo: “Tenho um carinho muito grande por Canoas”

Ainda no período de transição e ambientando-se a real situação do estado do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior (PTB), vice-governador eleito, concedeu entrevista ao jornal Timoneiro, onde falou sobre o atual momento e a preparação para assumir a gestão estadual.

Vínculo

Ex-secretário de Segurança Pública e Cidadania de Canoas e com passagem como delegado na Delegacia Especializada de Furto, Roubos e Capturas (Defrec), Ranolfo sempre manteve um vínculo com a cidade. “Tenho um carinho muito grande pela comunidade de Canoas. É uma cidade que me acolheu por muitos anos”, destaca.

Segurança

Com ampla experiência no assunto, Ranolfo aponta que o governo terá o mesmo compromisso que ele já tem colocado em prática, através da realização de operações e foco na aproximação das instituições de segurança, tanto em sua estrutura como inteligência. Como novidade, ele aponta a ideia de criar uma Secretaria de Administração Penitenciaria. Com isso, ele espera ter mais objetividade e velocidade de processos. “Temos que ter uma secretaria exclusiva para isso. Vamos buscar recursos do Fundo Penitenciário Nacional e realizar acordos com o setor privado”.  Frequente crítico do número elevado de vagas (2800) na Penitenciária de Canoas (Pecan), Vieira Júnior ainda afirma que a política do novo governo será de regionalizar os complexos prisionais e manter no máximo 300 vagas em cada. “Durante nosso governo não vamos ter um novo presídio central”, finaliza.

Eleito na chapa liderada por Eduardo Leite (PSDB), Vieira Júnior comenta que tem a sensação de missão cumprida. Ele ainda cita todo o processo político e a trajetória que o encaminhou ao posto para o qual foi eleito: “Quando se chega ao final desse processo, no encerramento da jornada, se sente um orgulho imenso. Isso emociona, honra, e dá muita responsabilidade”. Ranolfo conta que o momento é de diálogo com o atual governo de José Ivo Sartori (PMDB): “Começamos a aprofundar mais o conhecimento sobre o tamanho do problema. Não altera muito do que já estávamos imaginando”.