Sindicatos enviam oficio à Câmara com reclamações contra Gamp

O Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Casas de Saúde do RS (Sindisaúde-RS), junto ao Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul (Sergs) e ao Sindicato dos Farmacêuticos no Estado do Rio Grande do Sul (Sindifars) protocolou oficio endereçado à comissão de Saúde da Câmara de Vereadores durante a última semana. No documento, as entidades apontam “grave situação de relações trabalhistas com o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp)”. Eles também afirmam que não foram homologadas demissões de funcionários vinculados aos sindicatos e que não foram indenizadas as demissões efetivadas. Além disso, o oficio aponta que o FGTS não tem sido recolhido. Há, novamente, denúncias de falta de equipamentos e insumos nos hospitais administrados pelo Gamp.

Sindisaúde

Arlindo Ritter, presidente da entidade, afirma que o sindicato irá realizar uma auditoria independente a partir das informações solicitadas no oficio. “O Gamp recebe em dia os repasses. Como pode o municio o município continuar repassando dinheiro?”, questiona Arlindo. Ele ainda afirma que os problemas trabalhistas já relatados em outras ocasiões permanecem.

Sergs

“Estamos há meses lutando em favor dos trabalhadores”, afirma Estevao Finger, presidente do Sergs. Ele comenta que o sindicato também tem recebido reclamações sobre a falta de repasses de valores do FGTS. “Nos preocupam as condições de trabalho. há denuncias de falta de equipamentos e insumos, que podem prejudicar a população. Há um risco e é muito grave”, comenta. O sindicalista ainda afirma que tem visitado os hospitais da cidade, onde verificou “inércia na gestão”. De acordo com ele, isso também motivou o encaminhamento do oficio à Câmara de Vereadores, como órgão de fiscalização.

Sindifars

O presidente do Sindifars, Masurquede de Azevedo Coimbra, afirma que a categoria é contrária ao atual modelo utilizado em Canoas. “Essa cedência deve ser revista pela Prefeitura, assim como as pendências trabalhistas”, diz Masurquede. Para ele, a Prefeitura deve assumir a gestão das unidades agora administradas pelo Gamp.

O que diz o Gamp

Em nota, o Gamp afirma que “tem respondido a todos apontamentos, mesmo que genéricos, feitos pelos sindicatos, porém, nas esferas pertinentes. O departamento jurídico não se manifesta publicamente sobre afirmações genéricas e ações que visam desgastar um trabalho sério em prol da sociedade. Não vamos fomentar atos pirotécnicos desprovidos de fins probos. Portanto, estamos à disposição da Câmara de Vereadores, das dignas autoridades Parlamentares da cidade de Canoas, bem como do MP, TCE, Judiciário e demais autoridades fiscalizadoras.”

O que diz a Prefeitura

Em nota, a Prefeitura afirma que “repassa mensalmente o valor de R$ 16,6 milhões, conforme termo de fomento com o Grupo de Apoio à Medicina Preventiva e à Saúde Pública (Gamp). Os pagamentos estão em dia. A Secretaria Municipal da Saúde de Canoas, através da Comissão de Fiscalização, que trabalha de forma permanente dentro do Gamp, não confirma o recebimento de denúncia sobre ocorrência de falta de insumos nos hospitais administrados pelo Gamp neste momento. Sobre a falta de equipamentos, o Gamp foi notificado para que tome as devidas providências.