Sinprocan comemora 24 anos de lutas e conquistas

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Marcelo Grisa
marcelogrisa@gmail.com

No último dia 23 de outubro, o Sindicato dos Profissionais em Educação Municipal de Canoas (Sinprocan) completou 24 anos de sua fundação. Com cerca de 1600 associados entre ativos e aposentados, sua história perpassa várias gestões municipais, muitas lutas e importantes vitórias para a categoria.

O presidente, Jari Rosa de Oliveira, fundador e líder na entidade durante quase toda sua história, falou com O Timoneiro sobre a caminhada do Sinprocan.

Começo e dificuldades

Em maio de 1993, Jari e o atual secretário de Educação de Canoas, José de Jesus D’Ávila, começaram a articular as reuniões com a intenção de criar um sindicato. “Eram reuniões todos os sábados para finalmente assinarmos tudo no 23 de outubro. A assinatura ocorreu na sede do CPERGS, na Coronel Vicente”, lembra o dirigente sindical.
Nessa época, as primeiras reuniões eram feitas em uma sala do Sindicato dos Metalúrgicos (hoje STIMMMEC) no Edifício Ipicuê, no Centro de Canoas. Depois da fundação, no mesmo prédio, funcionou, no quarto andar, a primeira sede da entidade. “A gente tinha mesas de metal e cadeiras emprestadas pelos metalúrgicos. Alugamos a sala sem dinheiro, e tínhamos que ir de escola em escola com o carnê da mensalidade, já que não tinha desconto em folha”, aponta Jari.

A Lei Municipal que permitiu o desconto da mensalidade em folha só foi aprovada em 1996. Depois do desconto em folha, a entidade por muito tempo lutou pelos planos de carreira dos servidores da educação. Mais do que isso: ainda luta por processos democráticos nas escolas municipais. Hoje, somente não ocorrem eleições para diretores nas escolas de Educação Infantil em Canoas. “É uma pauta difícil, mas é necessária para a autonomia das escolas”, argumenta Jari.

As pautas, segundo o presidente, dependem muito de mobilização constante e em bons números. “Quando tivemos que abrir uma negociação com a gestão municipal passada, porque não havia, a gente botou 800 pessoas na frente da Prefeitura. Insistimos. Contra a Reforma da Previdência, lideramos mais de mil pessoas”, reforça Jari.

Construção de um legado

A atual sede do Sinprocan está localizada na Rua Quinze de Janeiro, nº 121. O imóvel, de propriedade do sindicato, foi adquirido em um período em que Jari não estava à frente da entidade (entre 2005 e 2008, quando outra chapa venceu o pleito), mas usando dos recursos que haviam sido economizados pela gestão. “Não foi a melhor escolha à época, porque tínhamos uma sacada enorme que dava infiltração”, declarou o presidente. Como o processo de impermeabilização era muito caro, ele mesmo projetou o auditório que hoje ocupa o espaço.

O auditório é principalmente utilizado para as reuniões de representantes e outros grupos internos dos municipários da educação, como os aposentados. Além disso, ali o Sinprocan oferece cursos de atualização para os educadores municipais em parceria com instituições de ensino.

Renovação

A entidade se aproxima do final de 2017 prestes a entrar em um novo ciclo. Jari não se candidatou para a próxima eleição, que ocorre no próximo dia 5 de dezembro. “Eu saio com a sensação de dever cumprido. Além disso, mesmo depois de 20 de dezembro, quando entregar o cargo, pretendo continuar a ajudar o Sinprocan da maneira que puder”, assegura.