Vereadores de Canoas aprovam voto de repúdio à exposição Queermuseu

Os parlamentares aprovaram, na sessão da quinta-feira, 21, um voto de repúdio ao Banco Santander pela promoção e patrocínio da mostra Queermuseu. O requerimento, apresentado pelo presidente da Câmara, vereador Juares Hoy (PTB), questiona o alto valor investido pela empresa, cerca de R$ 1 milhão, usando de benefícios fiscais da Lei Rouanet.

O texto aponta que, sob a justificativa de divulgar a arte, as peças promovem “o escárnio ao cristianismo, a pornografia, o racismo e, até mesmo, a pedofilia e a zoofilia”. E complementa: “É uma vergonha uma empresa do porte do Santander apoiar uma iniciativa tão grotesca, utilizando-se de altos valores que eram para estar nos cofres públicos sendo utilizados na educação, saúde e segurança”.

O requerimento recebeu seis votos contrários – dos vereadores Emilio Neto, Ivo Fiorotti, Maria Eunice e Paulinho de Odé, que integram a bancada do PT, Betinho do Cartório (PTB) e Dario da Silveira (PDT). O documento provocou um amplo debate entre os vereadores. Aqueles que votaram contra o voto de repúdio enfatizaram, sobretudo, os riscos envolvendo o cerceamento da liberdade de expressão e a censura.

Autor do requerimento, Juares acompanhou a sessão na condição de prefeito em exercício e não se manifestou a respeito da matéria. Na sessão da última terça-feira, porém, ele já havia comentado a respeito da exposição. Na ocasião, avaliou que a mostra não representava a arte e promovia apenas o desrespeito.